Realmente, não que você precise ler isso, mas eu preciso escrever.
Notei hoje que eu escrevo muito, escrevo demais, tanto quanto falo. E a partir disso digo que, fosse eu destinatária de um dos meus e-mails, mandaria-me sumariamente à merda.
Dito isso e, não sendo absolutamente nada do que me motivou a vir aqui escrever, depois de tanto tempo, vou começar a falar do que já deveria estar falando.
O ano está acabando (como relutei a escrever isso) e a questão é que não estou nem tchum para a coisa toda. Não é que eu não goste de finais de ano, embora na verdade eu não goste mesmo, é só que, veja bem, eu não entrei no clima.
Não vi um Papai Noel. Nem o mais xurupita dos xurupitas, daqueles em que fica nítido, mesmo sob toda aquela roupa quente e suada, o travesseiro amarrado à barriga. Não vi nada. Só comi. Horrores. E isso renderia mais alguns cento e trinta e sete e meio posts a respeito das dimensões monstruosas da minha bunda.
Mas enfim, é com o fim do ano - embora para mim não pareça - que tenho que dizer mais uma vez aquela cretinice de "o tempo tem passado muito rápido". E tem.
Eu só queria mesmo um slow motion. Uma coisa mais leve, uma coisa mais vivaoladococacoladavida. Queria estar num comercial de cerveja, onde é tudo sangue, suor e cerveja. Mas, se possível, sem a parte do suor. Bem, talvez também sem a parte do sangue.
Na verdade, eu só queria mesmo era, em um dos sete bolões dos quais participei, ganhar na Mega da Virada. E aí, então, eu seria uma pessoa feliz, contente e saltitante. Mentira, saltitante não.
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