15 de jan. de 2010

Tudo seria mais simples se nos alimentássemos de luz



Desde sempre, sempre, sempre enfrento sem graça meu “efeito mola”. Sim, efeito mola, porque efeito sanfona seria pura bondade.


Basta que mude um teco que seja minha alimentação ou me permita não gastar os joelhos já very gastos caminhando horrores, para que minha bunda tome proporções de globo terrestre e minhas coxas assumam o contorno XXGG daquelas garrafas de 3,5 litros que a Coca-cola curte lançar no Natal.


Não vejo muita solução para o caso, a questão é genética e meu cérebro faz parecer que fica muito mais feliz quando estou em minha forma cupcake.


O que inferniza acima dos limites permitidos de velocidade é que nunca engordo – ou emagreço – acompanhando a modelagem das peças, de modo que a 40 fica pequena e a 42 fica grande. Nos tempos de pessoa mal nutrida o drama é o mesmo, a 36 me tira o ar e a 38 sobra. Meu corpo vive sempre em cima do muro.


Comofaz, então?


Faz que entro no provador carregada de peças “em pares”, sempre duas numerações, várias marcas distintas, no afã de uma delas, umazinha só, ser gentil o bastante para ter pensando nas minhas medidas. E quando encontro “aquela”, a emoção é digna de ter topado na fila do banco com minha alma gêmea.


Mas depois que o ódio deixa livre meu coração e paro de pensar em cortar os pulsos a vida continua, eu prossigo em paz “caminhando e cantando a mesma canção” e meu guarda-roupa fica ali na dele, feliz e contente, se sentindo com ares de arara de loja que abriga todos os tamanhos.


A Kaká já pensou em costurar a boca e sair por aí exibindo sua obsessão pela Hello Kitty.

Um comentário:

Anônimo disse...

HAHUAHUHUAHUA demais!!!!!! =) Vou colocar seu blog na lista dos meus preferidos hahaha