O vizinho da casa da frente começou uma reforma. Aparentemente seu plano maléfico envolve trocar todo o telhado e o revestimento da calçada.
E eu pensei, juro que pensei, que reforma alheia só incomodasse em apartamentos, mas lógico que meus neurônios louros estavam de sacanagem comigo.
Pois bem, hoje, às 6:30h da madrugada meu esqueleto deu um belo salto na cama acompanhando a primeira marretada. Susto, gente! Que baita susto! O primeiro pensamento foi “Pontequepartiu! Tá caindo tudo!”, após alguns instantes veio o segundo pensamento “Merda! Não tá caindo porra nenhuma, é outra maldita reforma!”.
Reformas de vizinhos me perseguem! Desafiam minha sanidade mental ano após ano. Incomodam-me. Irritam-me. Fazem eu ter vontade de frequentar um curso intensivo com as Farc só para ensinar aos malditos com quantos paus se faz uma canoa!
E o mais triste é que eu nunca cruzei o caminho de um vizinho gente boa, daquele tipo que avisa que vai fazer a reforma, que obedece a horários decentes para fazer a balbúrdia. Todos os infelizes com quem tenho o desprazer de dividir paredes, prédios ou ruas são da espécie mais feladaputa possível.
Sendo digno de nota o desgraçado que resolveu, no primeiro prédio em que o marido e eu alugamos um apartamento, construir um Taj Mahal em seu latifúndio de 87 metros quadrados. E mais: construir em parcelas, já que o filho sem mãe não teve a dignidade de juntar todo o dinheiro necessário para reformar tudo de uma vez, fazendo a obra se estender por SEIS MESES. É, SEIS MESES!!!!
Ódio, gente! Ódio!
Fazendo aqui meus cálculos baseados em minhas experiências drásticas, tudo indica que o querido vizinho, tendo começado sua “reforma” na sexta, pretende estendê-la pelo sábado e domingo. Sem dó, compaixão ou piedade...
Eu devo mesmo ter sido, em outra vida, operadora de britadeira ou cantora de trio elétrico de micareta fora de época. Nada mais explica, nada!
2 comentários:
num reclama lôra!!
tô há quase um ano e meio com construção de vizinho!
terminou um e logo começou o outro!
pelo menos o último respeita meu sono de sábado, q teima em se estender até a tarde!
huahuah
bjaum
eu não sofro tanto qto a Nanda com as obras do vizinho...
o duro esquecer dos pedreiros e sair de camisola na sacada!!
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