Mais um da Série Importações da Kaká...
Esse é do blog antigo , de uma época em que eu vivia meio que muito EMOcional e ainda gostava de coisas com fundo preto.
Mas é um textinho de que muito gosto e, dito isso, acho que vale a pena trazê-lo para esse novo-velho-mundinho-de-Kaká.
Eu trarei outros velhos amores... ah trarei!!! Mas farei o possível para que a criatividade me permita também trazer coisas novas, porque, amanhã, quando o novo de hoje já for velho, vou querer ter coisas para (re)ver, para (re)sentir, para (re)lembrar...
A Kaká acha importante remexer periodicamente nos seus guardados
Título
(Não tem título mesmo)
(E isso não é uma tentativa - frustrada se fosse - de produzir um título modernista)
Acordou estranha, não sabendo sentir o que sentia até antes do sono chegar.
"É uma pena, mas você não vale a pena". E ela tem uma vã certeza que esse você é ninguém além de propriamente ela.
Mirando relógios, espelhos, tudo lhe entorpece de um tédio morno que vai corroendo a alma.
Por que acordou assim ?Por que é tão inconstante, fria, relapsa nos momentos em que deveria e desejava ser inteira e intensa ?
Já deixou - embora não sem dor - tanta coisa pra trás ... tanta gente. Mas dessa vez ela queria ficar, queria conservar esse sentimento. Não deixar escorrer pelos dedos.
"Pagar pra ver o invisível e depois enxergar" - Mas estás tão cega.
Quando queria somente ser doce.
Quando queria apenas ser menina, ser Alice, ser Maria (por que raios não deixou migalhas de pão pra marcar o caminho de volta ????).
Ela se acha, depois se perde mirando os ponteiros, tudo é tão rápido, tão rápido como a fumaça solta dos cigarros no cinzeiro.
Hoje ela também queria se desfazer no ar.
Sabe que hoje vai se perder em devaneios insanos, dos quais não mais distingue os gostos.
Mas ela também sabe que volta... Volta sempre... Pra sempre...
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